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Não é por falta de idéias ou de inúmeros textos que rondam minha mente que não escrevo no Blog, é por falta de tempo mesmo.
Mas hoje, realmente, é um dia especial, um dia em que celebro a felicidade. Estou FELIZ, muito feliz, e o engraçado que no mundo virtual fazemos questão de demonstrar nossos sentimentos através do nick no msn, eu pelo menos faço isso.
Renata Araújo - FELIZ!
Lindo nick, e os nicks revelam coisas ou jogam dúvidas, o nick do meu amigo remeteu-me ao livro de Clarice Lispector, "Despertar do Coração Selvagem", em que Laura aos 6 anos pergunta para a professora: " - Depois que se é feliz o que acontece, para que serve ser feliz?"
A professora no livro simplesmente não responde, apenas pede para que a menina escreva essa pergunta em um pedaço de papel e leia anos mais tarde.
Na verdade, Clarice escreveu aquilo que me recuso a aceitar: os adultos desconhecem o real sentido da felicidade, da palavra e até mesmo do sentimento. Talvez, seja por isso, que recuso a crescer e deixar de lados esses sentimentos, pois toda resposta lógica é desprovida de sentimento.
Ser feliz é assim, é simplesmente ser, é nem saber que está sendo, é respirar, é andar, é sentir.
Hoje estou feliz, por muitos motivos, nenhum deles concretos, todos fundados em sentimentos por mim. Por olhar um dia de chuva e achar perfeito.
Crescer é maravilhoso, inevitável, mas levo comigo a melhor parte da minha criança, a capacidade de ser feliz, a capacidade de amar.
Não sei como lidar com ela, se eu pudesse explodiria o mundo, mas acho que não ia adiantar, estou naquele estágio de transição de plena fúria, para extrema carência e vontade de chorar.
Quero colo!!!!!!!!!!!!!!!1
É como se por alguns minutos eu tenha deixado de ser humana. E então me pergunto se o ser humano realmente é ser assim?
É como se de repente tudo tenha se tornado vazio e oco como sempre o foi e eu nunca quis perceber.
Na verdade eu sou assim, egoísta o bastante para camuflar e recriar uma vida que não é a minha, repleta de conquistas e sentimentos hipocritamente singelos, tão diferentes da avareza de idéias doentias e antropocentristas que me entrelaçam desde a concepção.
Não sinto, não sinto nada neste momento, nem mesmo autopiedade, e isso, me irrita de tal forma que tenho um enjoo de minha própria consciência, pois isso não é semtinmento embora por muitas vezes essa sensação fosse sentida com o lirismo daqueles sentimentos que achava sentir e agora cheguei a conclusão de que não sei o que são, nunca os vivi e talvez nunca os viverei.
A perspectiva de os viver me condiciona a espasmos de fantasia que de forma tão clara se rompe da maneira costumeira: vazia e oca.
Não tem nada dentro de mim, nada, nem mesmo a certeza de existir e ser.
Ser consciente, ser otimista, ser decidida, ser , ser e ser tanta coisas, quando na verdade agora sozinha em meus pensamentos e nessa falta de algo que não sei o que é, dentro desse oco que invade meu peito, não que ser o que fui e nem memso o que sou, pois talvez seja isso que dá esse nojo, essa inquietude, essa fúria do barulho do mundo, do olhar das pessoa, do cheiro do carro, dos lugares que passo e dessa sensação.
Não sou, não fui, não sinto nenhum sentimento, até o nojo é físico e não é um sentimento, pois se o fosse seria algo que eu saberia e não estaria me incomodando, pelo contrário seri mais um motivo para ser egoísta e cheia de bons sentimentos por mim e pelo mundo.
Penso que é uma despedida e que forma dura de me despedir, não foi possível sequer rezar, pois é necessário ter-se sentimentos para que a oração não seja em vão, aliás tanto não tenho sentimentos que agora só penso e o corpo reage a estímulos que não são sentimentos, é algo consciente que esse universo grita na minha vida vida por alguns minutos e repete.
Texto escrito as 19h40 do dia 16/09/2007 na Rodoviária do Tietê.
Que bom seria se houvesse uma fórmula mágica que nos permitisse amar da forma mais bela, sem chamar de amor, sem precisar de nomenclaturas e demonstrações públicas. Era apenas sentir.
Essas palavras estavam perdidas porém eternizadas em um caderno de processo civil, acredito que tenham surgido em meados de 2001, mas agora estarão no mundo... nesse mistério
O mar e seus mistérios,
O céu e seus mistérios,
A Terra e seus mistérios.
Mistérios que são infinitos,
mas que nem toda essa imensidão consegue ser maior
do que o mistério de nossas vidas
e de nosso Amor.